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Notícias

Andares mais altos podem valer 50% mais que plantas inferiores

Imagine abrir a janela em um apartamento de São Paulo e ter uma deslumbrante vista verde sob seus olhos. Quanto você estaria disposto a pagar por essa visão? Em um lançamento, de unidades iguais, a diferença de preço entre apartamentos nas plantas mais baixas e os últimos andares ultrapassa os 50%. "É comum escalonarmos o preço por andar. Além da vista, interfere no preço fatores como a insolação e o barulho da rua", explica Paola Alambert, diretora de marketing da imobiliária Abyara. Empreendimento da Yuny, São José e GTIS na rua Seridó, em Pinheiros (zona oeste), tem unidades no primeiro andar ao preço de R$ 3,9 milhões, enquanto a unidade de mesma metragem no último andar vale R$ 6,2 milhões. A diferença de 59% se explica não apenas pela vista sobre a marginal Pinheiros e o Jóquei Clube, mas também pelo barulho e vista da marginal que desvaloriza as unidades mais baixas. Mas não basta ser um andar alto, é necessário que a vista seja interessante. As janelas devem dar para uma área verde ou para uma visão panorâmica sobre a cidade para que a beleza seja considerada um ativo do imóvel. Considerando isso, as construtoras trabalham isso na constituição do empreendimento, criando o maior número de unidades possíveis com boa visão. Em um empreendimento da Cyrela, no Jaguaré (zona oeste), todas as unidades foram vendidas com a grande qualidade da "vista eterna" para o campus da Universidade de São Paulo. A área arborizada e com pouca influência dos barulhos de trânsito permitiu que entre as unidades do primeiro e do último andar, a variação fosse pequena: apenas 13%. Ainda assim, a vantagem da vista vai além do preço: "Um apartamento com vista vale mais e tem maior liquidez. Todo mundo quer poder olhar para um lugar bonito", avalia Fernando Sita, diretor-geral de vendas da Coelho da Fonseca. PAISAGEM Se os paulistanos não têm uma praia sobre a qual se debruçar, o parque Ibirapuera é a imagem mais valorizada. A rua Curitiba é famosa por suas unidades com visão do lago, mas, como lá não há mais espaço, o mercado imobiliário aproveita outros terrenos que possam se valer do preço da região com o adicional da visão. Em construção na rua Pirapora, a Yuny oferece unidades baixas em seu empreendimento com preços até 30% mais baratos do que os realizados nas plantas mais altas do prédio. Nos empreendimentos novos, o preço da vista já está incluso na parcela. E o que acontece com quem vê subir um prédio interrompendo a visão, o preço cai? De acordo com o mercado, a unidade não chega a perder valor, mas provavelmente não será a primeira opção na hora da revenda. Veja Mais

24 de maio de 2011

Vizinho de obra barulhenta deve recorrer ao Psiu ou à polícia

Em meio a prédios que não se cansam de subir na capital paulista vizinhos se incomodam com barulho noturno durante toda a noite na obra. A grande reclamação não é o típico ruído de obra, mas o barulho de descarregamentos que varam a madrugada. "Em São Paulo, as construtoras sofrem com a restrição da circulação de caminhões em uma área vasta e, então, a única solução é realizar as entregas depois das 21h", afirma Fabio Villa Bôas, membro do comitê de tecnologia do SindusCon-SP (sindicato das construtoras). A regra que limita a circulação de caminhões vale para uma área de 100 km quadrados interna ao centro expandido --das 5h às 21h. Mas se as construtoras têm um problema, os vizinhos não têm de pagar pelo impasse. "Os caminhões poderiam estacionar em frente à obra e descarregar no dia seguinte. O que acontece é que as construtoras não querem perder o dia do carreto", argumenta Waldir Arruda, advogado especialista em poluição sonora. De acordo com o Psiu (lei do silêncio), após as 22h os limites de emissão de ruídos são restritos e definidos pelo zoneamento. Em áreas residenciais, o limite é de 45 decibéis (uma pessoa falando pode chegar aos 40 db). Ultrapassado o limite, a vizinhança tem direito a queixas. Após a denúncia no Psiu , a prefeitura enviará um comunicado à empresa. Se houver uma segunda denúncia, será feita uma vistoria no local, com a presença do reclamante, para fazer a medição sonora. Constatada a infração, o responsável recebe multa de aproximadamente R$ 2,50 por m² de obra, segundo a Coordenação das Subprefeituras. O problema é que nem sempre é o Psiu o órgão responsável pela questão. Se o barulho for na rua, quem deve ser acionado é a polícia. Na dúvida, a reclamação pode ser feita pelos dois meios. NEGOCIAÇÃO Para não depender do Psiu ou da polícia para resolver a questão, o primeiro passo pode ser uma tentativa de negociação com o engenheiro responsável pela obra. A retirada de caçambas com entulho, por exemplo, não precisa ser feita durante a madrugada. Outra possibilidade também é criar uma programação em que os itens que mais perturbam no descarregamento, como barras de ferro, sejam carregados até determinado horário. SEM SUCESSO Em último caso, os moradores do bairro podem entrar com uma ação judicial alegando perturbação do sossego. "Existem precedentes quanto a questão de descarregamento noturno. Se a decisão judicial for favorável ao reclamante, a construtora terá de encontrar outra solução para o abastecimento", afirma Arruda. Veja Mais

24 de maio de 2011

Imobiliária faz proposta de R$ 4 mi pelo Poli do Botafogo

O valor está abaixo dos R$ 6,3 milhões que o clube tem de dívidas trabalhistas; decisão sobre venda será tomada na tarde desta quinta-feira. Uma imobiliária de Brasília fez uma proposta de R$ 4,016 milhões para comprar o Poliesportivo do Botafogo, em leilão realizado na tarde desta quinta-feira (19). O valor está abaixo dos R$ 6,3 milhões que o clube tem de dívidas trabalhistas, lance mínimo para o arremate. Porém, haverá uma reunião entre representantes da Justiça do Trabalho e dos credores da dívida, ainda nesta quinta, para definir se a proposta será aceita. Se isto acontecer, os credores receberão 65% do valor devido pelo Botafogo e as ações serão retiradas. Veja Mais

19 de maio de 2011

Caixa garante contrato em 30 dias no 7º Feirão

Evento começa nesta sexta-feira e termina no sábado, no Novo Shopping, em Ribeirão. Quem obter a carta de crédito no Feirão Caixa da Casa Própria, que será realizada entre esta sexta-feira e o próximo sábado em Ribeirão Preto, deverá ter o contrato de financiamento liberado em 30 dias. "O prazo de 30 dias é possível de ser cumprido, porque o comprador ganha tempo ao ter a carta liberada no próprio evento", diz Alfredo Eduardo dos Santos, gerente regional da instituição. O prazo da liberação do contrato, segundo o executivo, é confirmado após a aprovação dos documentos do comprador, do proprietário e do imóvel. Se vai diretamente a agência bancária, até obter a carta o interessado precisa esperar pela análise de seus documentos, o que toma alguns dias. Agilidade "No Feirão, teremos 150 colaboradores da Caixa focados apenas no atendimento dos candidatos a compra, além de mais 50 correspondentes, e essa estrutura garante agilidade no atendimento", observa. Conforme ele, recentemente houve alteração no sistema da Caixa, relativa ao financiamento de imóveis de particulares no programa Minha Casa, Minha Vida, e isso gerou atraso na liberação de contratos. "Mas a questão já foi solucionada", garante. Previsão A expectativa de Santos é de que a versão ribeirão-pretana do 7º Feirão Caixa da Casa Própria movimente pelo menos R$ 200 milhões em negócios encaminhados, contratados e empreendimentos assinados. No evento de 2010, foram apurados R$ 191,3 milhões, com 2.060 negócios. No Feirão que começa às 10h desta sexta, e prossegue até 22h, serão disponibilizados 6 mil imóveis entre novos, usados e na planta. Deles, 1,5 mil estão inseridos no Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). O evento, que também será entre 10h e 22h no sábado, ocupará as dependências do Novo Shopping (avenida Presidente Kennedy, 1. 500), com acesso pelas entradas 4 e 5. Segundo o superintendente regional da Caixa, Isaac Samuel dos Reis, a expectativa é que o evento atraia 15 mil pessoas nos dois dias, duas mil acima do registrado na feira de 2010. Veja Mais

19 de maio de 2011

Índice que reajusta aluguel acelera e tem elevação de 0,66% na segunda prévia de maio

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) aumentou 0,66% na segunda medição de maio, ou 0,11 ponto percentual acima da taxa verificada em igual intervalo do mês passado (0,55%). O avanço foi puxado pelos preços no varejo e da construção. Dos três componentes do índice geral, o Índice de Preço ao Consumidor (IPC) saiu de alta de 0,65% na parcial de abril para 0,97% na apuração mais recente, com destaque para o grupo Alimentação (0,64% para 1,09%). O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou de 0,50% para 1,67%, com elevação significativa no índice referente ao custo da mão de obra (2,9%). Na contramão, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) verificou abrandamento no ritmo de alta, saindo de 0,51% na segunda leitura de abril para 0,40% em mesmo intervalo do mês seguinte. Os produtos agropecuários tiveram deflação de 0,93%, mas os produtos industriais subiram 0,90%. Na prévia de abril, esses bens registraram incremento, de 0,54% e 0,51%, na ordem. Em 12 meses, o IGP-M aumentou 10,03%. No ano, o indicador acumula acréscimo de 3,57%. Veja Mais

19 de maio de 2011

Exigir norma técnica no contrato é solução para evitar problemas acústicos do imóvel

Escutar os passos da vizinha de cima entrando em casa de salto ou participar involuntariamente das discussões do casal ao lado são problemas comuns em condomínios que podem ter origem na construção do prédio. Contra isso, a norma técnica 15575 coloca critérios mínimos de qualidade no mercado da construção civil e pode ser citada em contratos de compra na planta como garantia do desempenho do edifício após a entrega. A normalização da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), publicada em novembro de 2010, define, entre outras coisas, o isolamento acústico mínimo de edifícios de até cinco andares. "A norma não garante o conforto, mas define cuidados mínimos do isolamento acústico para a estrutura, o piso e a cobertura", explica Carlos Borges, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP (sindicato de empresas do segmento imobiliário). "É como se assumisse que agora o problema é também da engenharia". Apesar da regra ser para edifícios habitacionais de até cinco pavimentos, as determinações para itens como o isolamento acústico servem de parâmetro para prédios com mais andares. Pequenas alterações no projeto, como o uso de manta acústica na laje e revestimento na tubulação de esgoto, já reduzem grande parte dos ruídos. Em empreendimentos de alto padrão, o desempenho acústico costuma atingir as metas dessa norma, mas em unidades de habitação popular as construtoras relutam em adequar a construção, pois há impacto no preço. "Nessas unidades, as lajes têm espessura menor e isso cria problemas acústicos no sistema", afirma Borges. Por enquanto, o que resta ao consumidor é pedir a inclusão da norma no contrato de compra e venda. Dessa maneira, se houver problemas futuros devido à qualidade da construção, o comprador está garantido judicialmente pelo documento. Folha S. Paulo - 16/05/11 Veja Mais  

18 de maio de 2011

Multa no prédio chega a dez mensalidades do condomínio

Decisões tomadas na assembleia geral do condomínio são soberanas, reza a principal regra da vida comum no prédio. Apesar de essa premissa parecer clara, nem sempre é fácil fazer valer a vontade da maioria. Condômino que não respeita as regras do condomínio pode ser advertido, multado e até constrangido a pagar dez vezes o valor da taxa condominial, antes de sofrer processo judicial. Essa é a norma estabelecida pelo artigo 1.337 do Código Civil. Entre os deveres do morador (confira alguns aqui) estão o cumprimento da convenção e do regimento do condomínio. O condômino também é proibido de alterar a fachada do prédio, mas alterações podem ser decididas em assembleia e, se aprovadas, devem ser seguidas por todas as unidades. Em um edifício do bairro de Pinheiros (zona oeste de São Paulo), em assembleia geral foi decidido o uso do insulfilm nas janelas voltadas para a rua. Aprovados a medida e o orçamento para a reforma, houve problema com uma das proprietárias, que não permitiu a instalação em sua unidade. "Nesse caso, a alteração da reforma foi aprovada em assembleia, com maioria simples, o que obriga todos os condôminos a seguir o novo padrão", explica Hellen Caras de Araújo, consultora jurídica da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo). MULTAS Não cumprir esse dever leva o condômino a ser punido com multa de, no máximo, cinco vezes o valor da taxa condominial. Isso vale para o uso inadequado de vagas de visitante, barulho em horário inapropriado dentro do edifício ou mesmo para a alteração de fachada. Se o condômino continua sem cumprir seus deveres após advertências e multas, o caso pode ir para assembleia e, com a aprovação de três quartos dos outros proprietários, poderá ser aplicada multa equivalente a cinco vezes a taxa condominial. Em uma segunda assembleia, a multa poderá aumentar, dependendo de aprovação de mesmo quórum, para dez taxas condominiais. Depois disso, se não houver acordo entre morador e condomínio, só resta recorrer a uma ação judicial. Veja Mais

18 de maio de 2011

Presidente da Caixa nega bolha no mercado de imóveis

Ele reconheceu que o aumento de preços dos imóveis pode prejudicar o acesso de algumas famílias à moradia, mas disse que "o mercado se autorregula". O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, afirmou nesta sexta-feira (13) que os feirões da Casa Própria, promovidos pela estatal em 13 cidades do país, vão mostrar que não há bolha especulativa no mercado imobiliário. Ele reconheceu que o aumento de preços dos imóveis pode prejudicar o acesso de algumas famílias à moradia, mas disse que "o mercado se autorregula e não é possível reajustar o imóvel acima da capacidade que o mercado tem de absorver [o aumento], então, isso se equilibra". Otimista com o aquecimento do setor, o presidente da Caixa informou que, até o último dia 6, a instituição tinha fechado contratos no valor de R$ 21,5 bilhões, o mesmo montante registrado em igual período do ano passado. Na opinião dele, um bom desempenho, que pode chegar a R$ 81 bilhões no acumulado do ano. Para o executivo, os preços de imóveis anunciados nos jornais nunca são os efetivamente praticados. Funcionam como base de negociação e acabam caindo para que o negócio seja fechado. As declarações foram dadas justamente no momento em que a Caixa Econômica lança mais um feirão de venda de casas e apartamentos. Hereda participou solenidade de abertura da sétima edição do Feirão da Casa Própria de São Paulo, que se estenderá até o próximo domingo. Em todo o país, serão 13 feiras do gênero, até o dia 12 de junho. A expectativa de Hereda é que as vendas ao menos repitam o resultado de 2010, quando foram negociados R$ 8,4 bilhões em imóveis e fechados 93 mil contratos. Este ano foram postos à venda mais de 450 mil imóveis novos, usados e em construção (na planta), sendo 195 mil só na região metropolitana de São Paulo. Hereda informou que a grande maioria dos frequentadores dos feirões da Caixa ganha mais de três salários mínimos. Do total de ofertas, 69 mil são imóveis que valem, no máximo, R$ 170 mil, teto para quem está na faixa de renda de três salários mínimos. Entre R$ 170 mil e R$ 500 mil, serão ofertados 94 mil imóveis. O executivo prevê um mercado ainda mais aquecido no segundo semestre, com as vendas vinculadas ao programa Minha Casa, Minha Vida. "Os prazos de até 30 anos [para pagar] e os juros reduzidos facilitam o acesso à moradia e a tendência é ampliar esses negócios". Nos feirões, os interessados contam todos os serviços necessários para a compra do imóvel. Para aprovação do crédito é necessário levar, além de documento de identidade e CPF, comprovante de residência e os três últimos contracheques. No caso de renda informal, os técnicos vão analisar os extratos bancários e as faturas dos três últimos meses do cartão de crédito. Mais informações sobre o feirão poderão ser obtidas na página do feirão na internet. Veja Mais  

16 de maio de 2011

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