Nova cara para a Nove
Ambiente e urbanismo Dezesseis sibipirunas condenadas serão retiradas da avenida, que terá ainda alterações no canteiro central.
Dezesseis árvores da Avenida Nove de Julho serão extraídas em um mês. O objetivo é retirar aquelas que estão com a qualidade comprometidas e, em seguida, restaurar parte do canteiro central da avenida, que será danificado com a retirada. As árvores —as sibipirunas— foram listadas a partir de um levantamento do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). A avenida tem mais de 200 árvores em 21 quarteirões.
De acordo com o engenheiro assistente do secretário de Infraestrutura, Emilson Capistrano, o trabalho seguinte à extração das árvores será de restauro das partes prejudicadas com a extração e alguns ajustes serão feitos ao longo da avenida, como o acerto das rampas para cadeirantes e o conserto de trechos que já estão danificados. “Várias partes do passeio estão quebradas. Também vamos fazer a pintura da calçada na área que envolve os canteiros das árvores.” Segundo o secretário do Meio Ambiente, Joaquim Rezende, as árvores serão retiradas em virtude de patologias. “Elas precisam ser removidas porque se permanecerem poderão causar danos às pessoas.”
Ainda de acordo com o secretário, o cuidado com os trabalhos na avenida são importantes, já que a via é um patrimônio histórico, tombado pelo Condephaat. “Foi contratada a empresa para o restauro, porque ela não pode ser completamente modificada”, disse. Segundo Rezende serão plantadas as mesmas árvores que forem retiradas, para que não haja qualquer alteração paisagística. “É uma avenida bem conservada, e por isso é preciso cuidado. Justamente por estar tombada, não é nem possível chamar de reforma, mas sim de restauro. Temos a autorização e já está programado para retirar as árvores”, afirmou. Para manter a aparência e seguir as normas, todos os danos que forem causados por conta da extração das árvores serão restaurados com os materiais específicos, como a pedra portuguesa, que compõe o canteiro central.
Pedido foi feito há dois anos
A retirada das sibipirunas da Avenida Nove de Julho já foi pedida há mais de dois anos. Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria do Meio Ambiente, João Francisco Junqueira Filho, o Ministério Público cobrou a extração das árvores em 2008. “Elas estão condenadas. O que estamos esperando, agora, é que a empresa compre os equipamentos específicos para o trabalho”, disse. De acordo com ele, as máquinas que serão utilizadas danificarão minimamente a calçada da avenida. “A ideia é eliminar a raiz sem extrair com muita quebra do passeio”, disse. Segundo ele, os cortes nas árvores já começaram e o objetivo das podas é facilitar a futura retirada. (MA)
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