SP: Pouca oferta pressiona alugueis
Os novos contratos de aluguel ficaram 11,4% mais caros nos últimos 12 meses, segundo o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP). Isso ocorre porque há escassez de imóveis para locação, além da valorização dos usados nos últimos meses. De acordo com o consultor do Secovi, Cícero Yagi, o aumento do valor dos novos alugueis é semelhante ao constatado há um ano. ?A economia se reaqueceu e houve nova procura por imóveis para alugar?, avalia. ?Hoje, apenas 21% dos imóveis na capital estão disponíveis para locação, o que já foi 61% nos anos 50. E esse índice continua a cair?, diz. Yagi explica que o problema também é a falta de unidades de um e dois dormitórios para alugar. O mercado tem um público que prefere a locação do que a compra por considerar a residência como temporária. ?É uma questão de qualidade de vida morar perto do trabalho em uma cidade como São Paulo. Há boa parte do público que prefere pagar aluguel e se mudar conforme o local de trabalho em vez de perder mais de duas horas no trânsito diariamente?, comenta o consultor. Na região do Brooklin, Campo Belo, Itaim Bibi e Vila Olímpia, zona sul da capital, os imóveis de dois dormitórios para locação são raros e a demanda continua a crescer. ?A região tem muitos prédios comerciais, que atraem profissionais de outras cidades para a área. A primeira opção desse público é morar perto do trabalho e pagando aluguel, mas não há investimento das construtoras nesses imóveis porque o metro quadrado desses bairros está muito valorizado?, conta Juliana Moreira de Magalhães, diretora da J2M Assessoria Imobiliária. Em Pinheiros, na zona oeste, a valorização das unidades para alugar ocorre também por causa da chegada do metrô. ?É um bairro de fácil acesso para qualquer local onde estão instaladas as grandes empresas e universidades. Com a chegada do metrô, a procura tem crescido mais ainda. Mas quase não há unidades disponíveis, o que faz o preço subir?, conta Fabrício Carmo, sócio-diretor da Pladbens Imóveis. Jornal da Tarde - 26/05/10
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