Falta de dinheiro emperra prédios
Portuguesa não tem receita para levantar documentação para obra de condomínio.
A construção do condomínio com sete torres na área onde hoje é a Associação Portuguesa de Esportes Atléticos está emperrada por causa da falta de verba, segundo o presidente da Associação Portuguesa de Esportes Atléticos, Walcris da Silva. O estudo de impacto de vizinhança foi vetado pela Prefeitura por falta de documentação há um ano. Na semana retrasada, o cartório pediu uma relação de documentos para o clube, que ainda está os providenciando.
De acordo com Silva, os dois principais documentos que o clube precisa entregar são o memorial descritivo da área, com a assinatura dos confrontantes, e as matrículas dos confrontantes atualizadas. Os documentos devem ser entregues em no máximo 30 dias, mas para que tudo esteja em ordem no cartório a estimativa é de três meses. “O clube não tem receita, por isso, fica mais difícil”, disse Silva. Ele afirmou que o dinheiro levantado no momento é pela própria diretoria e conselheiros.
A Secretaria do Planejamento informou que quando houve o pedido para a construção, uma das críticas estava no sistema viário, ou seja, na entrada e saída de veículos. A secretaria pediu para que fossem feitas as mudanças, mas o clube não retomou contato.
O presidente do Conselho Municipal de Urbanismo de Ribeirão Preto (Comur), Fernando Freire, disse que a construção no local está dentro da lei, mas que a Prefeitura precisa analisar o impacto que uma construção como aquela pode causar. “A construção é grande e a gente precisa saber como vai influenciar.”
O processo de viabilidade da criação do condomínio vertical do Clube Portuguesa foi vetado em agosto de 2009 pela Prefeitura, que barrou o estudo de impacto de vizinhança até que a documentação complementar fosse entregue. Se aprovado, o condomínio será construído sobre a maior parte do antigo clube e terá sete torres com cerca de 27 pavimentos cada —esta será a maior construção da cidade. Atualmente apenas as quadras de tênis funcionam e a maior parte do local está coberta com mato. (Maria Carolina Freitas)
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